Ovos Moles de Aveiro

Origem dos Ovos Moles

A origem dos ovos moles de Aveiro data do século XVI, muito antes até da criação da cidade. Uma das lendas diz que foi criado por uma freira do Mosteiro de Jesus, a quem foi imposto jejum como castigo pela Madre Superiora. Cansada de jejuar, a freira começou a pegar nas gemas de ovos e a misturá-las com açúcar. Para não ser apanhada em flagrante, ela escondia o doce junto das hóstias. Quando o doce finalmente foi descoberto no Convento, gritou-se “Milagre!”, pois um doce tão delicioso devia ser obra de Deus.

Há ainda outra história que conta que era comum na época as pessoas presentearem as religiosas com galinhas. As claras dos ovos eram usadas para engomar as roupas e, como não havia uso para as gemas - que tinham um prazo de validade muito curto-, descobriu-se que, ao adicionar-lhes açúcar, o seu prazo de validade aumentava consideravelmente.

A receita dos ovos moles foi, então, passada de boca em boca e manteve-se até hoje graças às mulheres que eram ensinadas pelas freiras dos diversos conventos da região e a Confeitaria Peixinho é uma das casas mais tradicionais no fabrico deste doce, que manteve a receita original usada pelas freiras há séculos atrás.

Curiosidades

Tradicionalmente os ovos moles de Aveiro são vendidos em barricas de madeira pintadas exteriormente com os tradicionais barcos moliceiros e outros desenhos que remetem para a Ria de Aveiro. Mais comumente são confecionadas envoltas em hóstias moldadas na forma de conchas, peixes, búzios e outros objetos marinhos, quem remetem para as tradicionais imagens da região.

Os Ovos Moles de Aveiro foram o primeiro produto de confeitaria a ter a denominação de Indicação Geográfica Protegida e o seu fabrico é rigorosamente regulado pela APOMA (Associação dos Produtores de Ovos Moles de Aveiro).